19.8.15

MEGA DISNEY 02

A maior revista em quadrinhos Disney do mundo: numa idéia genial do Paulo Maffia da Editora Abril, temos 800 páginas reunindo o passado e o futuro das histórias em quadrinhos de Walt Disney. Divirtam-se!


Scan: Esquiloscans / Tratamento: Ricardo Drehmer
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15.8.15

TIO PATINHAS 513

O amigo CR Segatti nos apresenta a edição que traz uma das muitas histórias em forma de paródia, que já foram escritas por Carlo Chendi, como vimos na nossa recente Chutientrevista: "A Volta ao Mundo em 8 Dias".
Scan e Tratamento: CR Segatti
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7.8.15

DONALD SOFRITTI E "A DECADÊNCIA" DOS SUPER HERÓIS?

Nesta "Chutientrevista", entrevistei o simpático Donald Sofritti - que é um jovem e competente desenhista Disney de muitos trabalhos importantes - que também é blogueiro - e um cartunista sensacional!



1) Donald Sofritti, obrigado por responder estas perguntas feitas por seus fãs brasileiros. Quando, e como começou a desenhar histórias em quadrinhos de Walt Disney e quais são os artistas italianos e americanos que o inspiraram? 


R: Eu que agradeço por entrar em contato comigo para esta maravilhosa entrevista!
Comecei em 1997 como arte-finalista das histórias de Stefano Turconi (Le Giovani Marmoti e La Pentola dell'Arcobaleno, roteiro de Rodolfo Cimino - Inédita por aqui), que se formou no curso Disney um ano antes de mim e de Alessandro Barbucci (W.I.T.C.H) que foi - juntamente com Roberto Santillo - o meu professor no curso na mesma "Academia Disney" que eu fiz em 1998, em Milão para então depois começar a desenhar as histórias da Disney em 1999 (Mickey e a Invenção Bem Bolada - MK 624).
Artistas italianos que sempre me atrairam antes mesmo de entrar para a Disney e que me inspiraram muito: Giorgio Cavazzano, os De Vita (Tanto Massimo, como seu pai, Pier Lorenzo), Romano Scarpa, Giovan Battista Carpi, Corrado Mastantuono, Paolo Mottura, Stefano Intini, Fábio Celoni, Sérgio Asteriti.
Depois que descobri os mesmos talentos absolutos em Turconi e Barbucci, do genial Enrico Faccini e o inigualável Francesco Guerrini.
Na América, do grande Carl Barks e do adorado e insuperável Floyd Gottfredson! Depois, Al Taliaferro e Riley Thomson.
Mas existem outros - não só os americanos, que eu gosto muito.
Falo de Al Hubbard, ou o grande Daniel Branca, e como esquecer de Vicar, César Ferioli Pelaez.
Assim...lembrar apenas um nome é quase impossível!

2) No Brasil, um personagem adorado é o Pato Donald. O gibi dêle é publicado aqui desde 1950.
Apesar de ser desenhado por vários artistas - aqui no meu país, o "Donald Menino" é sempre ligado à você, com sua característica incrível, que exalta as qualidades dêle e seu relacionamento com seus amigos de infância, sempre surpreendendo.
Queremos saber duas coisas: quando realizou sua primeira aventura com êle e...se poderemos receber um maravilhoso presente, como um desenho autografado seu para o nosso blog?

R: Donald Menino é um personagem que eu amo muitíssimo e a quem devo muito. Eu tive a sorte e o prazer de arte-finalizar  muitas histórias dele, ainda desenhadas pelo seu genial criador, o grande Alessandro Barbucci.
Quando a redação decidiu atribuir as histórias à outros artistas, assim como ao Turconi, eu fui um dos primeiros a quem designaram essa "pesada" missão.
Eu sempre tive o Donald Menino dentro de mim, e com facilidade posso fazê-lo falar e se mover, assim como os seus amigos.
Resumindo,  um mundo onde me sintia muito confortável.
Mas não me ocupei dêle por muito tempo, pois decidiram que não poderia fazer só um personagem, e começaram a me dar outras histórias.
Devo dizer que há muito tempo não desenho uma história completa dele, e isso me chateia muito.
Quem sabe, mais cedo ou mais tarde, eu consiga ter o prazer de reviver êste projeto.


3) Nessa história de 2006, inédita no Brasil: "Paperino Paperotto e Il Pirata Smemorato", 60 páginas. Como é trabalhar com o roteiro de Bruno Enna, e desenhar com Nicola Tosolini...vocês decidiram juntos como seria contada a aventura, com viagens no tempo?
E, seu nome é Donald...você também é fã deste personagem surpreendente?

R: Uma história maravilhosa! Bruno Enna é um roteirista que adoro muito, além de ser um grande amigo e uma ótima pessoa. A aventura foi magistralmente escrita por êle e nenhum de nós interferiu no seu roteiro original, por perceber que não havia nenhuma necessidade. 
Quem fêz a primeira parte foi o Nicola Tosolini, por isso a criação da imagem de cada personagem foi dêle.
Eu me ocupei da segunda parte, com todas as referências já definidas.
Me deparei fazendo uma parte com muita ação, onde aconteciam muitas coisas e me diverti muito!
Eu e Nicola temos estilos diferentes, e num nível gráfico se percebe isso. Talvez fôsse mais coerente se um de nós tivesse desenhado tudo, mas por causa dos prazos, não foi possível.
Sim, meu nome - Donald - é realmente uma "obra do destino".
O Pato Donald eu sempre adorei. Desde criança eu passava a copiar seus traços, mais do que qualquer outro personagem Disney.
Quando cresci, sabia que meu lugar era na Disney e fiz de tudo para ser capaz de chegar lá.
Em 1994, quando mandei meus primeiros desenhos, ficou muito ruim, ainda não estava pronto. Mas, eu  sempre fui teimoso e orgulhoso.
Voltei ao trabalho e depois de três anos, eu consegui.
"O destino é o destino" - mas seguramente, se deve lutar também.

4) Vamos falar do seu blog...como e quando começou seu espetacular: "Donald Sofritti Blog"...imaginou o sucesso clamoroso de "Superheroes Decadence" - que acabou gerando um livro e apresenta os mais famosos heróis demostrando a velhice como uma coisa natural?
No seu blog, muitos artistas fizeram uma criação coletiva - como pôde reunir um time assim tão especial?
R: O meu blog nasceu bem na hora que esse fenômeno explodia. Até então, a única maneira de estar na web era tendo seu próprio site - uma coisa que pouco a pouco, eu estava trabalhando. Mas, você sabe...construir um site "do zero", apesar de vários programas que ajudam muito, não é fácil e sobretudo demora muito tempo. Exatamente por este motivo, eu não estava me dedicando tanto. Foi quando me falaram destes blogs. Simples, intuitivo e prático. Abri um e imediatamente comecei a postar meu trabalho -  desenhos muitos deles, quase desconhecidos - abandonando a idéia de um site.
Num certo ponto, a partir da minha compulsividade de postar quase todos os dias, eu percebi que não tinha nada o que colocar.
Foi aí que nasceu o: "Superheroes Decadence".
Quando soube que através de links o blog poderia ser acessado também na América, tive a idéia de envelhecer os super heróis.
Não era uma idéia original, alguém até por diversão já havia feito - "Os Incríveis" o filme da Disney que acabava de ser lançado, bem ou mal - já falou do mesmo assunto.
Então, "encurtando a história", eu comecei a postar um novo herói idoso, a cada dia - que logo se tornou um evento real no meu blog com enorme acesso do mundo tôdo.
Esse fenômeno "quebrou  minhas pernas" - me pegando desprevenido. No blog, postei uns trinta desenhos, mas dez ficaram inéditos -  ou  melhor,  que só estão no meu livro.
Durante à noite, o mundo estava falando de mim - e os melhores elogios vieram justamente do BRASIL, um país que eu nunca poderei agradecer o suficiente.


5) Donald Soffriti, o que você conhece do Brasil? Gostaria de nos visitar...e já pensou em fazer uma história com os personagens Disney vindo conhecer meu país e encontrarem por exemplo...o Zé Carioca?

R: Nunca estive no Brasil, mas eu gostaria muito! Quem sabe, um dia eu vá!  A idéia de desenhar o Zé Carioca é belíssima, um personagem que sempre adorei desde os tempos de: "Você Já Foi à Bahia?"
E certamente seria maravilhoso vermos o Donald Menino com seus amigos, numa aventura musical, formando uma banda em Quack Town, e vindo ao Rio de Janeiro encontrar o Zé Carioca ainda criança numa Escola de Música e Dança, para combinarem juntos algumas brincadeiras divertidas!
Eu vou pensar seriamente nessa idéia de escrever sobre esta sua sugestão!


6) Quero aproveitar...cumprimentá-lo pelo seu trabalho incrível nas histórias em quadrinhos Disney. Agradecendo pela entrevista, eu poderia pedir que deixasse uma mensagem para seus milhares de fãs brasileiros?

R: Como eu disse antes, eu devo muitíssimo aos brasileiros. Eu sempre recebí de vocês tamanho afeto e calor, que é extremamente indelével no meu coração.
Não sei se algum dia poderei retribuir adequadamente e agradecer tôda esta atenção, nêste sentimento sincero que sempre me emociona.
Não sou muito bom com as palavras, mas devo dizer e sempre recordar que vocês são pessoas especiais, as quais eu amo muito, e o apoio dos fãs é o mais belo presente que um desenhista de quadrinhos pode ter.
Quero abraçar a todos, um por um! E um VIVA para vocês!
Muito obrigado pela bela entrevista. Aqui está o seu desenho!
Um abraço a você, e à tôdos os brasileiros!
DONALD SOFFRITI

DONALD SOFRITTI IN ITALIANO.

Ciao Luiz! Eccoti l'intervista e il disegno. Grazie infinite per la bella intervista. Un abbraccio a te e a tutti i brasiliani!
Donald

1) Donald Sofritti, grazie per aver risposto a queste domande per i loro fan brasiliani. Quando e come hai iniziato disegnando storie a fumetti di Walt Disney e quali sono gli artisti italiani e americani che lo hanno ispirato?
R: Grazie a voi per avermi contattato per questa bellissima intervista!
Io ho iniziato come inchiostratore nel 1997, inchiostravo le storie di Stefano Turconi, uscito dal corso Disney un anno prime di me e di Alessandro Barbucci che è stato, insieme a Roberto Santillo, il mio insegnate al corso in Accademia Disney, corso che ho fatto nel 1998 a Milano per poi iniziare a disegnare le storie Disney nel 1999.
Gli artisti italiani che mi hanno sempre attratto prima di entrare in Disney e a cui mi sono ispirato sono tanti, Cavazzano, De Vita( sia Massimo che il padre Pier Lorenzo), Scarpa, Carpi, Mastantuono, Mottura, Intini, Celoni, Asteriti. Una volta entrato ho scoperto talenti assoluti come gli stessi Turconi e Barbucci, il geniale Enrico Faccini e il particolarissimo Francesco Guerrini. Dall'America il grandissimo Barks e l'adorato è insuperabile Floyd Gottfredson! Poi Taliaferro e Thompson.
Ma ce ne sono altri, non americani, che mi piacciono molto. Parlo Hubbard, o del grande Daniel Branca, per non dire Vicar, Ferioli. Insomma un solo nome è quasi impossibile.

2) In Brasile, un personaggio amato è Paperino. La vostra rivista è pubblicata qui a partire dal 1950. Anche se progettato da altri artisti.... qui nel mio paese, "Paperino Paperotto" è sempre legato a voi e la vostra caratteristica incredibile, che esalta le qualità di lui, e il loro rapporto con gli amici , facendo una spettacolare sorpresa.
Vorremmo sapere due cose: che cosa è stata la tua prima storia con "Paperino Paperotto" e potrebbe vi preghiamo di darci un dono meraviglioso, facendo un disegno autografato per il nostro blog, salutando i suoi fan brasiliani?

R: Paperino Paperotto è un personaggio che amo moltissimo e a cui devo molto. Ho avuto la fortuna e il piacere di inchiostrare molte storie sue disegnate dal suo geniale creatore grafico, ovvero Alessandro Barbucci. Quando dalla redazione decisero di affidare storie anche ad altri disegnatori fui, insieme a Turconi, uno dei primi a cui consegnarono il "pesante" testimone.
Paperotto l'ho sempre avuto dentro, mi riusciva con facilità farlo recitare, farlo muovere così come i suoi amici. Insomma un mondo che mi sentivo costruito addosso perfettamente. Me ne sono occupato per molto tempo, poi decisero che non potevo disegnare solo quello, giustamente, e cominciarono a darmi altre storie. Devo dire che è molto tempo che non disegno una storia sua e mi manca molto. Chissà, prima o poi spero di riavere il piacere di riprenderlo in mano.

3) Una storia inedita in Brasile: "Paperino Paperotto e il Pirata Smemorato", 60 pagine. Com'è stato lavorare con la sceneggiatura di Bruno Enna, e disegnare con Nicola Tosolini ... avete deciso insieme come la storia sarebbe stata raccontata, con viaggi nel tempo? Il suo nome è Donald...tu sei anche un fan di questo personaggio sorprendente?

R: Una storia bellissima! Bruno Enna è uno degli sceneggiatori che più adoro, oltre ad essere una carissima persona e un grande amico. La storia l'ha scritta magistralmente tutta lui, nessuno di noi è intervenuto nella stesura del racconto e per come è venuto credo che non ve ne fosse assolutamente bisogno. La prima parte la fece Nicola, quindi la creazione dei personaggi la fece tutta lui. Io mi occupai della seconda parte con tutti i riferimenti del caso. Mi ritrovai in una parte con molta azione, dove succedevano molte cose e mi sono divertito davvero moltissimo! Io e Nicola abbiamo due stili molto diversi e lo stacco a livello grafico si sente molto. Forse era più coerente se l'avesse disegnata tutta uno solo di noi due, ma per ragioni di tempo non fu possibile.
Si, il mio nome, Donald, fu davvero "un nome un destino". Paperino lo adoro da sempre. Da bambino passavo ore a copiarlo, sia lui che tutti i personaggi Disney. Crescendo capii che il mio posto era la, in Disney, e feci di tutto per riuscire ad arrivarci. Nel 1994, quando mandai le prime tavole in visione andò malissimo, non ero pronto. Ma io sono sempre stato cocciuto e orgoglioso. Mi rimisi al lavoro e dopo tre anni ce la feci. Il destino è il destino, ma sicuramente gli ci si deve andare in contro.
4) Parliamo del tuo blog ... come e quando hai iniziato creando la sua spettacolare ", Blog Donald Soffriti" ... immaginate il successo clamoroso di "Superheroes Decadence", che si è rivelato un libro e mostra la più famosi eroi mostrano vecchiaia come qualcosa di naturale? Nel suo blog, molti artisti anche fare una creazione collettiva, come potrebbe radunare un team così speciale?

R: Il mio blog è nato nel pieno boom del fenomeno blog. Fino ad allora l'unica maniera per essere in rete era avere un proprio sito, cosa alla quale, piano piano, stavo lavorando. Ma si sa, costruire un sito da zero, nonostante i vari programmi che aiutano tantissimo, non è facile e soprattutto è dispendioso di tempo. Proprio per questo motivo ci stavo mettendo veramente tanto. Poi mi parlarono di questo blog. Semplice, intuitivo, pratico. Ne aprii subito uno e cominciai a postare i miei lavori, molti dei quali quasi sconosciuti, archiviando l'idea del sito. Ad un certo punto, preso dalla compulsività di postare qualcosa quasi tutti i giorni, mi accorsi che non avevo più niente da pubblicare. E fu li che nacquero i Supereroi Decadence. Accortomi che tramite il meccanismo dei link a catena avevo accessi anche dall'America, mi venne l'idea di invecchiare i supereroi. Non è stata una idea originale, qualcuno, così per gioco, lo aveva già fatto, in più era appena uscito il film Disney The Incredibles, che bene o male parlava della stessa cosa. Insomma, per farla breve, iniziai a postare uno dopo l'altro questi nuovi anziani in costume che divennero in poco tempo un vero e proprio appuntamento sul mio blog, con accessi enormi da tutto il mondo. Un vero fenomeno che mi scoppiò tra le mani cogliendomi impreparato. Sul blog ne postai una trentina, ma ce ne sono una decina che sono inediti, o meglio sono solo sul libro. Da un giorno all'altro il mondo parlava di me, e i migliori apprezzamenti venivano proprio dal Brasile, paese che non finirò mai di ringraziare abbastanza.

5) Donald Soffriti, ci dicono quello che già si conosce il Brasile? Vorrei fare una visita qui ... e ho pensato di fare una storia in cui i personaggi Disney vengono a conoscere il mio paese e di trovare, per esempio ... José Carioca?
R: In Brasile non ci sono mai stato, ma mi piacerebbe molto! Chissà, forse un giorno ci riuscirò... L'idea di riprendere in mano José Carioca è bellissima, un personaggio che ho sempre adorato fin dal tempi dei Three Caballeros. E sarebbe veramente bellissimo vedere un Paperino Paperotto che con i suoi amici, magari sotto una forma di gemellaggio musicale, bandistico, tra Quack Town e Rio vanno a trovare Carioca, altrettanto bambino, che li aspetta nella loro scuola di musica e di ballo per combinare insieme qualche esilarante marachella! Mi sa che prendo seriamente in considerazione l'idea di scriverci un soggetto!

6) Anche in questo caso ... complimenti per il vostro incredibile lavoro nelle storie a fumetti Disney. Grazie per questa intervista, mi prega di chiedere che lasciare un messaggio per i suoi migliaia di tifosi brasiliani?

R: Come ho detto sopra, ai brasiliani devo moltissimo. Ho sempre trovato da parte loro tantissimo affetto e calore che è rimasto indelebile nel mio cuore. Non so se un giorno riuscirò mai a ricambiare e ringraziare adeguatamente tutte queste bellissime attenzioni e questo sentimento sincero nei miei confronti che mi tocca tutte le volte il cuore. Non sono molto bravo con le parole, ma voglio dirvi, ricordarvi, che siete persone speciali, che vi amo molto e che il vostro supporto da fan e il più bel regalo che un disegnatore di fumetti possa avere.
Vi abbraccio tutti, uno ad uno!
Evviva voi!
DONALD SOFRITTI

1.8.15

FRANCESCO ARTIBANI NA CHUTIENTREVISTA ESPECIAL

Conversando comigo nesta "Chutientrevista" - o jovem autor de aventuras inventivas, com temáticas sempre mesclando o épico e o moderno com doses de drama e comédia - Francesco Artibani - o autor de "A Última Aventura"(Tio Patinhas 582/583) e da adaptação de: "Moby Dick"(Tio Patinhas 580) para os quadrinhos. Certamente, hoje já é um dos principais roteiristas de histórias dos personagens Disney. Francesco, muito obrigado pela sua participação!



R: Bom dia, Luiz! Respondo suas perguntas, e qualquer coisa além que quiser saber, é só dizer!



1) Quando, e como você começou a trabalhar, fazendo roteiros para histórias de Walt Disney? E quando você escreve, você sabe quem será o artista que vai transformar suas idéias em desenhos?


R: Eu comecei a trabalhar com a Disney no início dos anos noventa, entre 1991 e 1992. Eu enviei meu primeiro script à Massimo Marconi que, além de ser um grande escritor - na época também era responsável pela redação. Quando eu escrevo uma história, eu não sei quem será o desenhista - por isso, para mim o resultado sempre é uma grande surprêsa. Escrever roteiros sem conhecer o artista é um bom exercício porque me obriga a ser claro e preciso nas descrições de cada página.



2) Seus roteiros são particularmente meticulosos, e nos fazem viajar nas aventuras. Na minha opinião, é clássico e moderno ao mesmo tempo. Como você faz sua pesquisa de trabalho, quando você tem uma idéia?


R: Muito obrigado por essa sua observação. Nas histórias que eu escrevo eu tento fazer exatamente isso, uma mistura na aventura de personagens clássicos com elementos modernos, ou incomuns que possam trazer algumas surprêsas e até algumas reviravoltas. As tramas que imagino sempre começam de uma idéia ou uma intuição minha onde, depois de me cercar de informações históricas sôbre aquêle período, eu finalmente aprofundo meu argumento. A parte do meu trabalho que eu mais gosto é buscar tôda essa documentação para a construção do meu enrêdo, porque para mim é sempre uma oportunidade para novas descobertas.



3) Vou falar sôbre um alter ego do Pato Donald que eu realmente gosto muito. Suas aventuras roteirizadas com o Superpato tem 70 páginas, como: "Terremoto", "Invasão!" entre outras. Eu me pergunto como foi que você teve a idéia incrível de mudar "o mundo" do personagem, que foi criado por Elisa Perina e Guido Martina, em 1969?



R: A nova versão do "Superpato - Paperinik" (Conhecido em italiano pela abreviatura "PK") nasceu porque o personagem tradicional criado no final dos anos de 1960 começou a se tornar metódico e menos divertido do que era no início de sua carreira. Em meados dos anos de 1990, os quadrinhos americanos de super-heróis havia atingido seu pico e por isso a Editora montou um grupo de jovens autores (Na época, éramos jovens!) para tentar repensar o "Superpato" com um nôvo visual mais próximo ao dos "Comics" americanos. Assim nasceu um formato de história em quadrinhos mensal com aventuras numa versão mais adulta: "PK" - design, gráficos e côres mais agressivas. Na Itália, se tornou um grande sucesso, que até hoje tem grande número de seguidores e contribuiu para formar uma geração de autores e leitores.



4) Uma de suas primeiras histórias com o Pateta foi: "Pippo e I Cavalieri Alati" (1998- inédita no Brasil) - que por exemplo, é uma história épica. Os editôres também escolhem os temas a serem usados em seu trabalho criativo?


R: Sim, os temas são sempre sugeridos pelos editores (Quando é necessário a redação encomendar a preparação de roteiros específicos). No caso dessa história de três partes que você comentou - do "Pateta, O Cavaleiro Alado" a idéia foi minha. Nós continuamos a fazer êsse tipo de experiência até hoje, pois é muito divertida. Colocar os personagens da Disney em mundos alternativos, oferecendo diferentes versões desses mesmos personagens, mas sempre fiel aos originais.



5) Conte-nos sobre a sua experiência de escrever com Tito Faraci: "Mickey e o Resgate do Vapor Willie" - onde o personagem volta ao passado?


R: Essa história foi criada em 1997 para o aniversário de 70 anos do Mickey. Eu e o Tito Faraci discutimos as sugestões e idéias - como seria natural quando trabalhamos a quatro mãos, em um projeto que era especial em tôdos os sentidos - tendo a imagem do Mickey de hoje e devolvê-lo às suas raízes (As do curta-metragem "Steamboat Willie").
Ficamos trancados em casa e trabalhamos dia e noite, dividindo o mesmo teclado. Foi um momento muito especial e que provávelmente, não se repetirá! (Apesar que eu trabalhei depois com Tito, utilizando novamente o mesmo procedimento que citei, para outras duas histórias da Disney e uma longa aventura do "Lôbo Alberto"(Personagem Non-Disney) desenhada por Giorgio Cavazzano).



6) As suas idéias de capas para a revista "Topolino" são alegres, sempre com um tema divertido. Como é trabalhar com Corrado Mastantuono?


R: Com o Corrado eu fiz milhares de capas até o início do século XXI. Êle é super talentoso no traço - e sei que pode desenhar qualquer coisa, seja o Mickey ou o Tex - sempre a níveis altíssimos de excelência. Eu fiz esbôços de layout para várias capas do "Topolino" e quando enviei à redação, aquelas que eram aprovadas pelos editôres acabavam na mesa do Corrado - que as transformava em verdadeiras obras-primas! Fazer as capas é muito cansativo, porque você tem de ter uma idéia que seja simples e eficaz, ao mesmo tempo - tôdas as semanas. Mas, sempre que eu puder trabalhar com Corrado será uma festa!



7) Você criou a história: "A Última Aventura do Tio Patinhas" onde o personagem tem de enfrentar TÔDOS os seus inimigos ao mesmo tempo. Depois você o transporta para o clássico : "Moby Dick" - que, na minha opinião, a sua adaptação é uma obra-prima do clássico de Herman Melville. Como é que foram as inspirações para essas maravilhosas aventuras?
R: Não tenho como explicar! As idéias vão chegando...e nem tôdas que aparecem, eu consigo aproveitar. Só espero captar muitas outras mais, e por muito mais tempo!   



8) Superpato em: "Poder e Potência" (Mega Disney 07) podemos esperar mais histórias com este personagem incrível nas próximas edições da revista "Topolino"?


R: Aquela foi uma história feita no verão de 2014, que trazia o Superpato (Na sua versão moderna) nas bancas de jornais e nas páginas do "Topolino". Depois desta, tivemos: "Gli Argini del Tempo" (Inédita no Brasil - feita por Alessandro Sisti e Claudio Sciarroni) e nêste mês de julho estou trabalhando num terceiro episódio: "Il Raggio Nero" agora desenhado por Lorenzo Pastrovicchio que deverá ser lançada em novembro de 2015, semanalmente. Serão tantas articulações nas tramas emocionantes do Superpato para atender à satisfação dos leitores, que assim esperamos de poder recontar tôdas as novas aventuras com o mesmo entusiasmo de 20 anos atrás!


9) Francesco, mais uma vez obrigado pela sua participação no blog "Chutinosaco". Gostaria de deixar uma mensagem para seus fãs brasileiros, que admiram seu trabalho como escritor de histórias em quadrinhos Disney?


R: Simplesmente, eu queria muito agradecer à tôdo mundo! É belíssimo ver as próprias histórias traduzidas em outras línguas e serem lidas em outras partes do mundo. É um pequeno privilégio que sómente é possivel pela fôrça universal que têm os personagens Disney.
Boa sorte e boa leitura à tôdos!

Francesco Artibani

FRANCESCO ARTIBANI IN ITALIANO

Buongiorno, Luiz!
Rispondo qui di seguito alle varie domande (Se c’è qualcosa di poco chiaro fammi sapere!)


1) Quando e come hai iniziato a lavorare facendo gli script per storie Disney? E quando si scrive, si sa che cosa il disegnatore di fumetti trasformerà le vostre idee in disegni?

R: Ho cominciato a collaborare con la Disney agli inizi degli anni Novanta, tra il 1991 e il 1992. Ho inviato i miei primi soggetti a Massimo Marconi  che - oltre ad essere un grandissimo sceneggiatore - all’epoca era anche il responsabile delle sceneggiature. Quando scrivo una storia non so quasi mai chi è che la disegnerà e quindi ogni volta è una grande sorpresa. Scrivere storie senza conoscere il disegnatore è un buon esercizio perché mi obbliga ad essere chiaro e preciso nelle descrizioni delle pagine.


2) I suoi scritti sono particolarmente meticoloso, e ci fanno viaggiare in avventure, a mio parere, è una visione più classica e moderna allo stesso tempo. Come fate il vostro ricerca di lavoro, quando si ha un’idea?


R: Ti ringrazio per questa osservazione. Nelle storie che scrivo cerco di fare esattamente questo, mescolando a trame e personaggi classici degli elementi insoliti in grado di portare qualche sorpresa e qualche novità in quegli intrecci. Per le trame che scrivo posso partire da un’idea, un’intuizione oppure andare a cercare la storia documentandomi, approfondendo argomenti o epoche storiche. La parte del mio lavoro che preferisco è proprio quella della documentazione e della costruzione della trama perché per me è un’occasione di scoperte sempre nuove.


3) Parlerò un alter ego di Paperino mi piace molto. Le sue avventure con Paperinik ha 70 pagine come "Terremoto", "invasione!" tra gli altri. Mi chiedo come era che si doveva l'incredibile idea di cambiare l'universo del personaggio, creato da Elisa Perina e Guido Martina, nel 1969.


R: La nuova versione di Paperinik (nota in Italia come “PK”) è nata perché il personaggio del Paperinik tradizionale nato alla fine degli anni Sessanta cominciava ad essere un po’ più stanco, meno divertente di quanto non fosse all’inizio della sua carriera. Alla metà degli anni Novanta il fumetto americano di supereroi aveva raggiunto la sua massima espansione e quindi la redazione ha messo insieme un gruppo di giovani autori (all’epoca eravamo  giovani…) per provare a ripensare Paperinik in una nuova veste più vicina a quella dei comics americani. Nacque così “PK”, un mensile in formato comico book con storie più adulte e una versione grafica più aggressiva, nel disegno e nei colori. In Italia è stato un grande successo che ancora oggi ha un grande seguito e ha contribuito a formare una generazione di autori e di lettori.


4) "Pippo sarà Cavaleri Allatti" (1998) - senza precedenti in Brasile - per esempio, è una storia epica. È anche scegliere i temi che verranno utilizzate nel vostro lavoro creativo?


R: Sì, anche i temi vengono sempre proposti dagli autori (ma quando occorre è naturalmente la redazione a commissionare delle trame particolari). Nel caso della storia in tre parti di Pippo è stata una mia proposta; questo genere di esperimenti si facevano e si continuano a fare ed è sempre divertente provare a portare i personaggi Disney in mondi alternativi, proponendo versioni diverse di quei caratteri ma sempre fedeli all’originale.


5) Raccontaci la tua esperienza di scrittura con Tito Faraci, "Topolino e Fiume del Tempo", dove il personaggio si riferisce al passato?


R: Quella storia è nata per celebrare i 70 anni di vita di Topolino, nel 1997. Io e Tito ci siamo trovati a discutere di spunti e idee ed è stato naturale metterci a lavorare a quattro mani su una trama che fosse speciale in tutti i sensi, prendendo il Topolino di oggi e riportandolo alle sue origini (quelle di “Steamboat Willie”). Ci siamo chiusi in casa e abbiamo lavorato notte e giorno dividendo la stessa tastiera. E’ stato un momento speciale e, probabilmente, irripetibile (anche se con Tito abbiamo lavorato ancora con lo stesso metodo per altre due storie disneyane e una lunga storia di "Lupo Alberto" disegnata da Giorgio Cavazzano).


6) Le loro cover di idee per la rivista "Topolino" sono allegre, sempre con un tema divertente. Com'è lavorare con Corrado Mastantuono?

R: Con Corrado ho realizzato un bel po’ di copertine fino ai primi anni Duemila. Corrado è un grandissimo talento del disegno, uno che sa disegnare qualsiasi cosa, da Topolino a Tex, sempre a livelli di eccellenza assoluta. Per quelle copertine realizzavo dei bozzetti, dei layout, li inviavo alla redazione e quelli approvati finivano sul tavolo di Corrado che li trasformava in veri capolavori. Realizzare copertine è sicuramente faticoso perché occorre un’idea che sia semplice ed efficace allo stesso tempo, tutte le settimane. Ogni volta che posso lavorare con Corrado è sempre una festa!


7) Avete creato la storia "Zio Paperone e L'ultima Avventura", dove il personaggio deve affrontare tutti i nemici in una volta. Poi si presenti Scrooge in "Moby Dick" - che è a mio parere un capolavoro come adattamento del classico di Herman Melville. Come ha fatto queste meravigliose ispirazioni avventure?

R: Non ne ho idea! Gli spunti arrivano, ne arrivano tanti e cerco di coglierli tutti. Spero di riuscire a coglierne ancora tanti per molto altro tempo...


8) Paperinik in: "Potere Potenza" e ci si può aspettare le storie più incredibili con questo personaggio nei prossimi numeri di "Topolino”?

R: Quella è stata la storia che, nell’estate del 2014 ha riportato Paperinik (quello nella versione “super”) in edicola e sulle pagine di “Topolino”. A quella storia ne è seguita un’altra (“Gli argini del tempo” di Sisti e Sciarrone) e sto lavorando in questi mesi a un terzo episodio “Il raggio nero”, ancora disegnato da Lorenzo Pastrovicchio, in uscita a novembre 2015 sempre sul settimanale. Ci sono tante trame articolate e movimentate per Paperinik, c’è l’attenzione il gradimento dei lettori e quindi speriamo di poter raccontare tutte le nuove avventure con lo stesso entusiasmo di vent’anni fa!


9) Francesco, ancora una volta vi ringrazio per la vostra partecipazione al blog "Chutinosaco Brasile". Vuoi lasciare un messaggio per i tuoi fan brasiliani, che ammirano il suo lavoro di scrittore di storie a fumetti Disney?

R: Voglio ringraziarli tutti, molto semplicemente! E’ bellissimo vedere le proprie storie tradotte in altre lingue e saperle lette da persone che vivono dall’altra parte del mondo. E’ un piccolo privilegio che è reso possibile solo dalla forza universale che hanno i personaggi Disney.
Buona lettura e buona fortuna a tutti!


Francesco Artibani

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