Scan: Esquiloscans / Escolha das Histórias, Rediagramação, Tratamento, Colorização e Adaptação de: "No Velho Oeste Era Assim" e o "O Guarda Florestal" por: Luiz Dias
"Digi Disney 05" vem comemorar os 60 anos do personagem "brasileiro" mais querido do mundo: o Zé Carioca. A primeira história produzida no Brasil com ele recebeu o nome de "Zé Carioca, o Rei do Carnaval". Ao contrário das tiras americanas - no início da série brasileira não havia diferenças entre sua cidade (Que seria Vila Xurupita, no Rio de Janeiro?) e Patópolis - aparecendo todos os coadjuvantes das histórias do Donald - como seus sobrinhos, o Tio Patinhas, Prof. Pardal e o Gastão.
Finalmente a partir de 1972, com supervisão de Primaggio Mantovi - a Editora Abril conseguiu estruturar um estúdio próprio destinado a produzir histórias para suprir o crescente número de publicações Disney que circulavam no país com enorme sucesso.
O Zé Carioca começou a aparecer regularmente em sua revista, acompanhado de novos personagens coadjuvantes e vivendo situações ambientadas no Brasil.
Entre as décadas de 70 e 90 ocorreu o auge da produção para o personagem no Brasil - com revistas contendo só histórias dele e com aumento do número de páginas. Nessa época o Zé teve seu visual reformulado aos poucos - saindo do paletó, gravata, chapéu de palha e charuto (Vício que seria abolido de vez de suas histórias) para um boné ou camisas estampadas.
Essas mudanças eram reflexo da sociedade e suas mudanças de comportamento. O personagem se atualizou. Deixou de ter a alta sociedade americana da sua criação nos anos de 1940 como referência visual para acompanhar a moda jovem da década de 80 e 90.
Por causa da queda de vendas configurada em todo o comércio de quadrinhos a partir do final da década de 90 - a Editora Abril práticamente fechou suas redações da área Disney, demitindo artistas consagrados, passando a republicações e lançando apenas alguns Especiais (como o aclamado "Zé Carioca no Descobrimento do Brasil", em virtude dos 500 anos da chegada de Cabral) deixando milhares de fãs órfãos pelo Brasil.
A última história inédita brasileira foi publicada em dezembro de 2001 intitulada "Só com Magia", do roteirista Rafles Ramos.
Na Holanda e Dinamarca são feitas aventuras inéditas com ele, que são inéditas até hoje por aqui - configuradas pelos editores brasileiros como fora do contexto do personagem.