Hoje o nosso entrevistado é o jovem desenhista de quadrinhos Marco Gervásio - que nos conta aqui um pouco do seu incrível trabalho e da sua "cumplicidade"...com um lendário ladrão - um pato galanteador e extremamente decidido a gravar seu nome: "Fantomius" - no panteão dos mais famosos personagens Disney.
1) Mestre Marco Gervasio, em primeiro lugar, obrigado por me dar esta entrevista. Gostaria de saber onde e como, você começou a trabalhar com quadrinhos da Disney? Quais artistas e personagens que sempre te inspiraram - dentro e fora, do "Mundo Disney"?
R: Eu comecei a desenhar os personagens da Disney desde que eu era criança. Depois fui crescendo, mas nunca abandonei o Mickey e sua turma. Eu fiz alguns desenhos que tive a oportunidade de apresentar para o Giovan Battista Carpi, em 1996 numa Feira de Quadrinhos, em Roma.
O Mestre gostou do meu trabalho e me apresentou à Academia Disney.
O Mestre gostou do meu trabalho e me apresentou à Academia Disney.
O personagem que eu mais amo no mundo é o "Superpato" - de quem eu produzi várias histórias - e agora estou cuidando de seu precursor, o "Fantomius".
(Personagens) Não Disney, adoro "Asterix" e os quadrinhos do "Zagor" de Bonelli , mais realistas.
2) "I Guardiani dei Cristalli" (2003 - Inédita no Brasil) de Alberto Savini. Como foi trabalhar com Emilio Urbano e Andrea Lucci, desenhando essa História de 104 páginas em conjunto? O que você acha de uma aventura que juntasse essas duas "famílias" por exemplo: em uma aventura na festa de Natal?
R: Desenhar "I Guardiani dei Cristalli" foi uma boa experiência, embora eu não goste de fazer uma história (Embora serializada) a duas mãos. Realizar uma aventura com todos os personagens da Disney juntos seria muito divertido de fazer, mas também muito difícil de roteirizar. Os dois mundos (Ratos e Patos) dificilmente coexistem.
3): A aventura mítica: "Os Mágicos de Mickey"(2006 - Stefano Ambrosio) foi um grande sucesso no Brasil. Você já trabalhou com vários desenhistas (Alessandro e Lorenzo Pastrovicchio, Perina, Mazarello e Mangiatordi) a seu ver, como foi realizar esta colaboração em 266 páginas deste saga?
R: "Os Mágicos de Mickey", foi uma bela e completa empreitada. Na verdade, cada um dos vários artistas que desenharam a saga, deu a sua perspectiva dos três magos, sem interferir demais com a visão dos outros. Especialmente, porque tivemos o grande Stefano Ambrosio "comandando" êsses grandes artistas, e coordenando tôda a saga.
Eu gostei de desenhar meus dois episódios - mas também percebi, que a fantasia não é o meu tema preferido.
4) "As Fabulosas Façanhas de Fantomius - Ladrão de Casaca": como você teve esta incrível idéia de contar em novas aventuras - e numa atmosfera "noir" - o surgimento da lenda de "Fantomius" - apenas mencionado nas histórias do "Superpato" - de Guido Martina?
R: Como eu disse, eu amo o Superpato e sempre fiquei muito impressionado e curioso com as suas origens. Essa presença apenas citada por Guido Martina deste "ladrão educado, lendário e misterioso" do passado (Fantomius) sempre me intrigava.
Eu achei que era um personagem que poderia render muito ainda, e que valeria a pena aprofundar mais.
Foi quando resolvi escrever as primeiras histórias sobre êle, situando-o num "nôvo" mundo - mais retrô (Anos de 1920) e "noir" - com a quantidade certa de "mistério e segrêdo", que sempre caracterizou as minhas fantasias quando era um menino.
Foi quando resolvi escrever as primeiras histórias sobre êle, situando-o num "nôvo" mundo - mais retrô (Anos de 1920) e "noir" - com a quantidade certa de "mistério e segrêdo", que sempre caracterizou as minhas fantasias quando era um menino.
5) Quais são os filmes, livros e personagens que inspiraram você a fazer esta saga espetacular? Quanto tempo ainda teremos as aventuras de "Fantomius" e "Dolly Paprika"? Você acha possível fazer uma aventura onde o Pardal inventasse uma máquina do tempo, e o Superpato se encontrasse com Fantomius, nos dias de hoje?
Em seguida, "Sherlock Holmes", de Conan Doyle e 'Hercule Poirot" de Agatha Christie (1890-1976).
Já no cinema, certamente: os quatro filmes de "Fantomas"(André Hunebelle - 1964) com Louis de Funès (Que me inspirou a criar o Comissário Pinko) e tôda a saga da "Pantera Cor de Rosa"(Blake Edwards - 1963) com Peter Sellers.
Mas também todos os outros que marcaram minha imaginação, como por exemplo: "King Kong" (Merian C. Cooper e Ernest B. Schoedsack - 1933).
As aventuras de Fantomius e Dolly por enquanto, continuam a "todo vapor" - mas, como eu disse, até pensei como finalizar a saga - que certamente, não será eterna.
As aventuras de Fantomius e Dolly por enquanto, continuam a "todo vapor" - mas, como eu disse, até pensei como finalizar a saga - que certamente, não será eterna.
Agora...quanto à uma reunião entre "Superpato" e "Fantomius"... eu já tenho "alguma coisa" em mente!
6) Eu pergunto, se você já esteve no Brasil, e se você conhece o personagem: "Pelezinho" - do desenhista Mauricio de Sousa - que representa o jogador Pelé quando criança? E também - como perguntei ao Sofriti e ao Ermetti, em entrevistas recentes no meu blog - você planeja fazer algum dia, uma história - talvez, sôbre futebol - com o "brasileiro": Zé Carioca?
R: Eu nunca estive no Brasil, mas eu adoraria um dia, poder visitá-lo.
Eu conheço o Mauricio de Sousa, um autor muito talentoso.
Eu conheço o Mauricio de Sousa, um autor muito talentoso.
Ele criou o "Pelézinho", mas eu fiz o "PaperTotti" (Representação Disneyana mirim do jogador do Roma, Francesco Totti) - por isso, temos algo em comum!
Atualmente eu não estou planejando uma história com o simpático Zé Carioca, mas nunca se sabe!
Talvez...e se Fantomius fôsse ao Brasil e encontrasse um "jovem Zé"?
7) Uma vez mais, agradecendo sua participação, gostaria de pedir um desenho autografado para mim, e para os amigos do "Chutinosaco" - com "Lorde Quackett" e seu alter ego, "Fantomius"? E pedir para que deixe uma mensagem final para seus fãs no Brasil.
R: Um abraço romano, bem caloroso para os meus fãs do Brasil!
Eu agradeço a sua paixão acompanhando o meu trabalho e prometo que farei de tudo para não decepcionar. E quem sabe, mais cedo ou mais tarde, possamos nos encontrar no Brasil?
Eu agradeço a sua paixão acompanhando o meu trabalho e prometo que farei de tudo para não decepcionar. E quem sabe, mais cedo ou mais tarde, possamos nos encontrar no Brasil?