30.8.16

ÁLVARO DE MOYA NO CHUTINOSACO!

Um Esclarecimento Aos Amigos do "Chutinosaco": Esta "Chutientrevista" está pronta para postagem desde 28 de Janeiro de 2016. É que eu contactei e também esperava a participação de Francisco Ucha - o jornalista amigo de Moya - que poderia acrescentar mais informações importantes sobre o nosso querido artista. Infelizmente, depois de vários contatos e meses de espera - Ucha não enviou suas respostas - e por isso, eu optei para brindar sómente agora os que nos seguem - com uma rápida, mas bem humorada entrevista!
 
Imaginem que estão frente à frente com um mito dos Quadrinhos, Rádio, TV e Cinema do Brasil...e que êste ser humano genial além de ser um profissional extremamente competente e bem sucedido em todas suas empreitadas, ainda demonstra ser humilde e generoso?
Certamente definiriam assim uma pessoa verdadeiramente multimídia! 
Agora vocês conhecerão um pouco da obra de Álvaro de Moya, mais um "Mestre Disney de Todos os Tempos" - num bate-papo incrível!





28/01/2016

"Caro Luiz.
Desculpe o atraso para responder suas questões, mas acabei me confundindo com os e-mails.
As respostas seguem abaixo. Espero que goste. 
Um feliz 2016 para você também.

Um abraço,
Álvaro de Moya"



1) Desde que você folheava ávidamente as páginas do álbum do "Flash Gordon" - de seu irmão: como foi, e quando começou  sua carreira?
E quais suas lembranças de quando conheceu os autores: Walter George Durst, Cassiano Gabus Mendes e o ator Lima Duarte, quando participaram da inauguração da TV Tupi? (A primeira estação de TV do Brasil)


R: No bairro de Santana - zona norte de São Paulo - tinha festinhas todos os domingos - inocentes bailinhos ao som de Glenn Miller e Tommy Dorsey. Num dêles, um jovem chamado Pedro me abordou e disse que ouviu falar que eu desenhava bem e que o irmão dêle era profissional e me deu seu enderêço: "Rua Duarte Azevedo", em Santana.
Era o João Gitay, que gostou do meu lápis e me ensinou a passar tinta nanquim com pincel "Winsor Newton".
Nós líamos muita literatura para saber escrever quadrinhos e íamos à "Cinelândia" ver filmes. 



*** NOTA DO EDITOR

A "Cinelândia" a que Álvaro de Moya menciona na entrevista era no centro de São Paulo nos anos de 1950, e era composta por sete salas de cinema dispostas naquela região, que eram: Paissandu, Metrópole, Ipiranga, Comodoro, Arouche, Las Vegas e Copan.
Hoje em dia, não existe mais a "Cinelandia", infelizmente.




Seguíamos na Rádio Tupi o crítico de cinema Walter George Durst, o qual, num dos programas, falou de quadrinhos: Al Capp e Alex Raymond. 
Telefonei para a Rádio e o convidei a conhecer um estúdio de quadrinhos. Esperamos sentados na calçada. Ele "mancou".
Decidimos ir visitá-lo na "Cidade do Rádio", mas João (Gitay) não quis ir. Êle era muito reservado. 
Enturmamos com o pessoal da Rádio, que viria a ser a "Turma da TV Tupi". 



















O Durst me recomendou para desenhar os letreiros do show de inauguração da quarta televisão do mundo. 
A primeira foi a americana NBC; a segunda, a BBC de Londres; a terceira, CMQ - de Cuba. No Brasil, a data foi 18 de setembro de 1950.



2) Desenhista, Jornalista, Roteirista, Professor, Produtor e Diretor de Cinema e TV - certamente você é o primeiro exemplo de pessoa multimidia, como conhecemos hoje. Agora, nos fale como você conheceu: Jayme, Syllas, Reinaldo e Miguel, seus parceiros na "Primeira Exposição Mundial dos Quadrinhos" em 1951? 






R: A turma dos amigos de João Gitay, incluia Syllas Roberg, um bancário que escrevia muito bem e conhecia muito de literatura.
Nós três acompanhávamos a "Gazeta Juvenil" e sugeri ao Syllas um roteiro de faroeste e João ilustrou uma página, mas não quis ir à redação.
Messias de Mello, o desenhista-chefe, gostou do desenho mas não aceitou a colaboração. Quando íamos saindo, decepcionados com a grande página em côres nas mãos, Jayme Cortez pediu para ver o desenho e nos convidou para ir à casa dêle na Rua do Hipódromo, na Moóca, sábado à tarde. E nos demais sábados. 
Nessa casa, comendo batatinhas feitas pela Dona Edna, mulher do Jayme, conhecemos um operário gráfico que desenhava muito bem e era apadrinhado pelo Cortez: Miguel Penteado.
O mesmo que eu tinha proposto a Gitay, sugeri ao Cortez fazer a capa de uma revista chamada "O Terror Negro", cujo número nas bancas tinha um desenho distante da arte dos quadrinhos.
Êle fêz uma capa sensacional que pulava nas bancas com o estilo que o consagraria como um dos "grandes" do terror brasileiro. 



Fomos os três no bairro de Vila Mariana, na Rua Pedro de Toledo - numa casa com pedras vermelhas no muro numa entrada lateral lá no fundo, onde havia uma garagem, que era a Editora La Selva.
Num canto do fundo da garagem, um mulato estava de costas na máquina de escrever. Era o editor gráfico Reinaldo de Oliveira.
Estava formada a turma!



3) Como foi sua participação na Editora Abril? E por favor, nos conte sobre o seu convívio com: Victor Civita e o desenhista Jorge Kato, entre outros profissionais que trabalharam com você nesta época.





R: Parênteses: Entre a TV Tupi e a Editora Abril aconteceu a famosa "Primeira Exposição Internacional de Quadrinhos" no bairro judeu do Bom Retiro. Fim do parênteses.
Eu tinha facilidade de copiar não só Alex Raymond, como também Hal Foster, Burne Hogarth, Will Eisner, Al Capp, Milton Caniff e outros.
Fui convidado pelo Cláudio de Souza para aprender o estilo Disney com o artista argentino Luis Destuet.
Passei a desenhar todas as capas de "O Pato Donald" e "Mickey".













Fiquei admirador de Victor Civita - embora como moleques ficávamos criticando os Estados Unidos num mural que criamos com o nome de: "A Patada".



Eram tempos da Guerra da Coréia.
Além do Cláudio, tinha o Jorge Kato, Micheline Gaggio, Reinaldo de Oliveira, João Batista Queiroz, o argentino Radamés Pera, e outros.



4) Depois de participar como diretor artístico da TV Paulista, durante o seu estágio na CBS-TV nos EUA (A convite do governo americano) quais as personalidades do cinema e dos quadrinhos, que você entrevistou para o jornal "Folha de São Paulo"?


R: No "Department of State", em Washington, dei uma lista de personalidades que queria entrevistar: Milton Caniff, Al Capp, Arthur Miller, Paddy Chayefsky, Rod Serling, John Frankenheimer (Trabalhei ao vivo num grande teleteatro em Hollywood, com êle no switch) e Sidney Lumet. Estive com êle em Nova York, acompanhando o seu trabalho na NBC, já em côres, onde ele preparava uma transmissão ao vivo de um teleteatro baseado num conto de Ernest Hemingway.


 Acompanhei os ensaios e a exibição da peça ao lado dêle o tempo todo! Fiquei conhecendo o "método Lumet" em tôdos os futuros filmes dele.



5) Em 1960, você revolucionou a televisão brasileira através da proposta moderna da TV Excelsior, de um modêlo de programação que perdura até hoje. Poderia relembrar os principais momentos dessa emissora - e o que acredita ter sido a causa de seu fechamento, dez anos depois? 


R: No meu livro "Glória in Excelsior", com a colaboração de muitos profissionais da época, como José Bonifácio de Oliveira (Boni), Julio Medaglia, Cyro Del Nero, Manoel Carlos, Antunes Filho, Bibi Ferreira, Ziembinski e uma equipe de nível internacional, eu conto essa história. 




As diversas edições do livro foram esgotadas e agora ele está acessível gratuitamente também no site da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, neste link...acessem!

http://aplauso.imprensaoficial.com.br/livro-interna.php?iEdicaoID=49



6) Em 1967, inaugurou a TV Bandeirantes e lá, dentre tantas coisas, em 1982 também produziu a novela: "Os Imigrantes" (Benedito Ruy Barbosa). Como foi participar destas duas fases distintas?


R: O dono da TV Bandeirantes, João Saad, me apresentava aos amigos dele dizendo: "Êsse menino colocou a minha televisão no ar, sózinho". Foi no dia 13 de maio de 1967.
No dia 31 de maio, apesar do Saad me apoiar, eu fui despedido.

Eu produzi a novela "Os Imigrantes" em 1982 como um dos grandes "chefões de Hollywood" (MGM, Fox, Columbia, etc). Deu "Ibope" (Instituto de Medição de Audiência) inédito desde a inauguração da TV Bandeirantes até hoje, alcançando dois dígitos: mais de 20%.



Vendi a novela para a Itália sem receber nada, pois meu contrato era só como produtor.
No meio do sucesso da novela, Walter Clark me despediu. 
Os compradores italianos da produção cancelaram a compra, alegando que tinham comprado outra novela e não essa "porcaria" que acabou ficando depois de nossa saída.



7) Como você analisaria a TV brasileira hoje em dia (Influência da Internet) , primeiramente como um tôdo (TV Aberta e a Cabo) e o que pensa da situação que vive a "TV Cultura"? 


R: A TV aberta tem somente a "TV Cultura" com qualidade. 
Na TV paga, tem o Canal "Curta" e a bem lograda ideia da Rede Bandeirantes, o "Arte1".
Também tem a "Globo News" e diversos canais intermediários, e na "HBO", documentários muito bons.




8) Em 1974, durante a viagem aos EUA, aonde e como foi o encontro entre Lee Falk, Mauricio de Sousa e você? E como foi a conversa entre Maurício e Stan Lee, nesta época? (Êle disse que você foi seu intérprete, por isso lembraria) E sua amizade com Will Eisner?




















 
R: Lee Falk: Mauricio e eu já o conhecíamos desde Lucca até Nova York, em 1970.




Stan Lee: Também era nosso conhecido desde Lucca e Nova York. A conversa? Pergunte para o Maurício.



***NOTA DO EDITOR

Maurício de Sousa havia respondido antes ao roteirista Roberto Guedes sôbre o mesmo  assunto:

- "Infelizmente, não tenho lembrança de como foi o papo com Stan Lee, exceto de que foi aquela (Coisa) de fã!
Afinal, êle era um dos meus ídolos de então. Salvo engano - na ocasião - êle comentou do lançamento do "Homem de Ferro" (?)...mas não tenho certeza.
Quem deve lembrar melhor é o Álvaro de Moya - que estava presente e foi o meu intérprete (Meu inglês era, e continua a ser sofrível).
Na próxima, eu levo um "Diarinho"! (Risos)
Já encontrei o Moya depois dêsse papo, mas esqueci de perguntar". 



Will Eisner: Em 1958, com uma bolsa de televisão oferecida pelo Governo Americano, pedi a André Le Blanc, que estava em Nova York, para me apresentar ao "Mestre" de nós dois. 
Em todos os meus livros, ou quase todos, existe o registro de nosso encontro. 
O início da amizade, até o fim da vida dele.  



9) "Era Uma Vez um Menino Amarelo"...desde 1966 você chefiou a Delegação brasileira para os Salões de Comics na Itália, até 1998. 
De quantos prêmios, inclusive o "Yellow Kid" participou, e os artistas que teve oportunidade de conhecer nestes eventos?


R: O "Menino Amarelo" serviu de título para o primeiro capítulo de meu livro, "Shazam!". 


Coincidentemente, Lucca adotou o personagem para seu prêmio máximo, o "Yellow Kid".
Nesse período, Lucca era a "Cannes dos quadrinhos".



Hoje, "Angoulême" mantém a tradição cultural. 
Já na "Comic Con" americana é apenas um "panegírico" na produção indefectível dos super-heróis.
Will Eisner sempre disse que quadrinho de super-herói é unidimensional.
Em "Lucca", os maiores do mundo dos quadrinhos e da animação, inclusive da Europa Oriental, eram dezenas e centenas de autores. 



10) Além de seu amigo Carlo Chendi (Recentemente entrevistado por mim) quais outros artistas dos quadrinhos (Disney ou não) que conheceu pessoalmente - e comente qual foi sua impressão de cada um dêles, usando apenas...uma palavra?


R: Em uma palavra é impossível de definir os grandes autores dos quadrinhos, muitos dos quais já citei nesta entrevista e que sempre falo nos meus livros.
Quanto à "Disney" - em 1992 dois senhores até comemoraram seu aniversário em Lucca - os grandes veteranos: Frank Thomas (1912-2004) e Ollie Johnston (1912-2008)!



11) Muito obrigado novamente por me dar a honra de entrevistá-lo. Gostaria que deixasse uma mensagem final para os amigos e visitantes do meu blog.



R: Um abraço a todos os amigos e leitores deste blog e continuem prestigiando o bom quadrinho, nacional e mundial!


ÁLVARO DE MOYA

ÁLVARO DE MOYA, THE INTERVIEW IN ENGLISH

A Warning To Friends of "Chutinosaco's Blog": This interview is ready to post since 28 January 2016.
It is that I contacted and also expect the participation of Francisco Ucha - the journalist who is a old friend of Moya - that could add more information important about our beloved artist.
Unfortunately, after several contacts and months of waiting - Ucha could not send your answers - and so I opted to offer as few now friends who follow us - with a quick, but good-natured interview! 
Imagine that you are face to face with a Brazilian myth of Comics, Radio, TV and Cinema ... and that human genius besides being a professional and extremely competent man successful in all your endeavors, still proves to be humble and generous ? 
Surely this define a truly multimedia person! 
Now you know a little of the work of Alvaro de Moya, another: "Disney Masters of All Times" - an incredible chat!

28/01/2016

"Dear Luiz.
Sorry I'm late to answer your questions, but I ended up confusing me with emails.
The answers are below. I hope you enjoy. A happy 2016 to you too. 
A hug, Alvaro de Moya "


1) Since you hastily flipping through album pages of "Flash Gordon Comics" -
belonging to his brother: it was, and when he began his career? And what are your memories of when he met the author: Walter George Durst, when you participated in the opening of the Tupi TV? (The first TV station in Brazil) 



A: In the "Santana" neighborhood - north of Sao Paulo, Brazil - had party every Sunday - naive dances parties,  to the sound of Glenn Miller and Tommy Dorsey Orchestra.
In one of them, a young man named Pedro approached me and said he heard that I drew well and that his brother was a professional and gave me his address: "Duarte Azevedo Street".
It was João Gitay who liked my pencil drawing and taught me to use ink with brush "Winsor Newton."
We read a lot to know how to write comics and going in "Cinelandia"
watching movies. 



***ATTENTION:
 
The "Cinelandia" that Alvaro de Moya said was in the center of São Paulo, in 1950 years and consisted of seven theaters arranged in the region, which were: "Paisandu", "Metropolis", "Ipiranga", "Comodoro", "Arouche", "Las Vegas" and "Copan".
Today, there is no more "Cinelandia", unfortunately.



We followed on "Tupi Radio", the film critic Walter George Durst, who, in one of the programs, talked about comics: Al Capp and Alex Raymond. 
I went to the radio station and invited him to meet a comic book studio.
We waited for him sitting on the sidewalk. He didn't come. 
We decided to go visit him in the "Radio City", but João (Gitay) would not go. He was very reserved.
We relate to the radio staff, who would be the "Tupi TV's Gang".
W. G Durst recommended me to draw show signs of opening of the fourth world Television.
The first was the American NBC TV; the second, the BBC TV London; the third, TV CMQ - Cuba.
In Brazil, the date was: September 18, 1950.



2) Cartoonist, Journalist, Writer, Teacher, Producer and Movies Director
and TV - you are certainly the first example of multimedia person, as we know it today.
Now tell us how you met: Jayme, Syllas, Reinaldo and Miguel, its partners in the "First World Exhibition of Comics" in 1951?



A: The group of friends of João Gitay, included Syllas Roberg, a banking
that wrote very well and knew a lot of literature. 
The three of us we followed the newspaper: "Gazeta Juvenil" and suggested to Syllas a western script and João illustrated a page, but wouldn't go to the publisher. 
Messias de Mello, the cartoonist chief, liked the drawning, but didn't accept collaboration. 
When we were leaving, disappointed with the great color page in hands, Jayme Cortez asked to see the drawing and invited us to go to his house n Hipódromo Street in the "Moóca" neighboorhood (Sao Paulo) on Saturday afternoon. And in the other Saturdays.
In this house, eating chips made by Dona Edna, Jayme's wife, we met a graphic worker who drew very well and was sponsored by Cortez, Miguel Penteado. 
The same as I had proposed Gitay, suggested to Cortez make the cover of a magazine called: "Terror Negro - The Black Terror," whose number in the stalls had a distant art drawing comics.]
He made a sensational cover that "jumped" on book stores with the style transform it in one of the "big" of the Brazilian horror comics.
We were in the "Vila Mariana" neighborhood, in Pedro de Toledo Street - a house with red stones on the wall, in a side entrance down there, where there was a garage which was: "La Selva Publishing".
A garage back corner, a boy was on the typewriter.

It was the graphic editor, Reinaldo de Oliveira. Our gang was formed!



3) How was working at Abril Publishing? And please tell us about your association with Victor Civita (The owner) and cartoonist named Jorge Kato, and other professionals who have worked with you at this time.



A: Parenthesis: Among the Tupi TV and Abril Publishing happened the famous: "First International Comics Exhibition" in the jewish neighborhood of Bom Retiro. End of parenthesis!
I found it easy to copy the trace not only : Alex Raymond, as well as Hal Foster, Burne Hogarth, Will Eisner, Al Capp, Milton Caniff and others.
I was invited by Claudio de Souza to learn the Disney style with Luis Destuet, the argentine artist.
I started to draw all the covers of brazilian Disney comics:"O Pato Donald" and "Mickey".

I was an admirer of Victor Civita - though as if we were children - we were criticizing the US policy in a mural created with the name of: "A 
Patada". Were the Korean War times!
Besides Claudio (De Souza) was: Jorge Kato, Micheline Gaggio, Reinaldo de Oliveira, João Batista Queiroz, the argentine Radames Pera, and others.



4) After you participate as artistic director of the "Paulista TV" during her internship at CBS-TV in the US (The US government invitation) which the personalities of movies and comics, you interviewed for the newspaper "Folha de São Paulo"?


A: In the Department of State in Washington, gave a list of persons who wanted to interview: Milton Caniff, Al Capp, Arthur Miller, Paddy Chayefsky, Rod Serling, John Frankenheimer (Worked live in a large transmission in Hollywood, with him on the switch ) and Sidney Lumet.
I was with him in New York, following his work on NBC TV, as in color, where he prepared a live broadcast of a tele drama based on an Ernest Hemingway short story.
I followed all the tests and the play display, beside of him all the time! 
I met the "Lumet method" in any future films that he made.



5) In 1960, you revolutionized the Brazilian television through modern proposal "Excelsior TV", a model of programming that continues today.
Could remember the special moments of this station - and what he believes to have been the cause of its collapse, ten years later?


A: In my book: "Glory in Excelsior TV", with the collaboration of many professionals of that time, as: Jose Bonifacio de Oliveira (Boni), Julio Medaglia, Cyro Del Nero, Manoel Carlos, Antunes Filho, Bibi Ferreira, Ziembinski, and international team, I tell this story.
The various editions of the book have been exhausted, and now it is also available free on the website: "Imprensa Oficial do the Estado de São Paulo" - with this link ... access!


LINK:
http://aplauso.imprensaoficial.com.br/livro-interna.php?iEdicaoID=49





6) In 1967, ushered in the Bandeirantes TV and there, among many things - In 1982 also produced the novel: "Os Imigrantes - The Immigrants" (Benedito Ruy Barbosa, Author). 

How was your experience participate in these two different phases there that TV station?



A: The owner of Bandeirantes TV João Saad, introduced me to his friends saying: - "That boy put my television in the air, alone." 

It was on May 13, 1967.
On 31 May 1967, despite the (João) Saad support me, I was fired.

In 1982 i produced the soap opera: "Os Imigrantes - The Immigrants", as one of the "bosses of Hollywood" (MGM Fox, Columbia, etc).
It was the largest audience measurement since the openning of the Bandeirantes TV until today, reaching double figures: more than 20%.

I sold the soap opera to Italy without receiving anything, because my contract was only as a producer!
Right in the middle of the success of the soap opera, director Walter Clark fired me.
Italian buyers canceled that purchase, complaining that they had bought "another soap opera", and not this "crap" that ended up after my departure.



7) How would you analyze the Brazilian TV today (Internet Influence), primarily as a whole (Open TV and Cable TV) and what you think of the situation that live "Cultura TV"?


A: Open TV only has "Cultura TV" quality. 
In Cable TV, you have the Channel "Curta", an excellent idea of the Bandeirantes Network, the "Arte1".
It also has the Globo News and several intermediate channels, and HBO, very good documentaries.



8) In 1974, while traveling to the US, where and how was the meeting between Lee Falk, Mauricio de Sousa and you? And how did the conversation between Mauricio and Stan Lee at this time? (He said you was his interpreter, so remember) And her friendship with Will Eisner?  


A: Lee Falk: Mauricio and I already know from Lucca to New York in 1970.

Stan Lee: It was also our known from Lucca and New York. What we talked about? Ask for Mauricio!


***ATTENTION
:

Mauricio de Sousa already answered before to the writer Roberto Guedes, upon the same subject:
- "Unfortunately, I have no memory of how it was the chat with Stan Lee...but I talked to him, like a fan! After all, it was one of my idols, so.

Unless I am mistaken - at the time - he said the release of "Iron Man" ... but I'm not sure (?).
Who should remember best is the Álvaro de Moya - who was present and was my interpreter (My
English has never been so good)."
Next time, I take a "small Diary"! (Laughs)

I have met the Moya after this conversation...but I forgot to ask. "

 

Will Eisner: In 1958, with a flat bag offered by the US Government, I asked André Le Blanc, who was in New York to introduce me to the Master of us (Eisner).
In all my books, or almost all, there is the record of our meeting.
The beginning of friendship to the end of his life!

9) "Once Upon a Time... the Yellow Boy"... since 1966 you headed the Brazilian delegation to the Comics Festival in Italy, until 1998.
How many awards, including the "Yellow Kid" you were invited, and the artists who had the opportunity to know these events?

A: The "Yellow Boy" served as the title for the first chapter of my book: "Shazam!".
A coincidence, Lucca adopted this character as a symbol of its top prize, the "Yellow Kid".At that time, Lucca was ... the "Cannes of comics."Today, Angoulême keeps this cultural tradition.Already the American "Comic Con" is just a "laudation" in unfailing production of superheroes.Will Eisner always told me: "superhero comics is one-dimensional".In Lucca, the largest in the world of comics and animation, including from Eastern Europe, were always hundreds of authors.



10) In addition to his friend Carlo Chendi (Recently interviewed by me) what other comic book artists (Disney or not) who met in person and 
what was your impression of each of them, using only one word!


A: In a word it is impossible to define the great authors of comics, many of whom I have spoken in this interview and I always comment on my books.
As for Disney Comics - in 1992, two masters to celebrated his birthday in Lucca - the great veterans: Frank Thomas (1912-2004) and Ollie Johnston (1912-2008)!

11) Thank you again for giving me the honor to interview him. I would like to leave a final message for friends and visitors to my blog.


A: A hug to all friends and readers of this blog and continue honoring the good comics from Brazil and around the world!



ÁLVARO DE MOYA

28.8.16

MASSIMO FECCHI E A OLIMPIADA RIO 2016

Os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro terminaram - mas foram imortalizados em quadrinhos Disney - através do incrível trabalho do nosso amigo Massimo Fecchi.  
Muito antes de inciarem os jogos, o artista já estava desenhando o roteiro de Pat e Carol McGreal, onde Donald e seus sobrinhos viajam ao Rio para resolver um mistério.
Quando ele me contou sobre este projeto em Fevereiro de 2016, eu tentei descobrir os detalhes, mesmo antes da publicação na Dinamarca. Em agosto de 2016, a nossa Editora Abril publicou no gibi do "Pato Donald 2358" e agora finalmente saberemos como tudo isso começou!


TUDO COMEÇOU COM UMA NOTÍCIA EXCLUSIVA



Dia 25 de fevereiro de 2016


M - Olá Luiz.

Queria informá-lo que estou desenhando uma história do Pato Donald visitando o Rio para os próximos Jogos Olímpicos no Brasil !!
É uma história de 30 páginas e acho que devo terminá-la no mês que vem.
Título: "OURO GLOBAL" (Por razões de direitos autorais não pudemos usar a palavra "Olimpiada") Autores: Pat e Carol McGreal, e, naturalmente, Fecchi.  Até breve.

L - Mestre Massimo Fecchi, esta é uma notícia sensacional! 
Espetacular saber que está fazendo uma história com o Donald no Brasil, no Rio de Janeiro! 
Mestre, gostaria de saber: posso avisar seus fãs aqui no blog, do que você está produzindo?
Poderia me enviar também uma foto mostrando o seu trabalho, na prancheta, para os brasileiros verem que serão homenageados?
E quando você terminar, poderia me dar uma rápida entrevista, com alguns desenhos originais para seus fãs, mostrando como se faz uma história em quadrinhos? Obrigado, e até breve!


M - Caro Luiz.

Sim, eu posso lhe conceder a entrevista, mas primeiro eu tenho que pedir a autorização ao editor (Egmont), porque é uma história inédita. Logo entrarei em contato. Até breve.
 
 

L - Caro Mestre Fecchi, obrigado!
Não se preocupe, eu vou esperar, sim! 
E obrigado pela sua amizade e consideração!Um grande abraço do Brasil!

DEPOIS DA DINAMARCA, A HISTÓRIA É PUBLICADA NO BRASIL



Dia 4 de agosto de 2016


L - Como vai Mestre Fecchi? Eu só quero avisá-lo que a sua aventura do Pato Donald (Global Gold) nos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, foi publicada êste mês no Brasil! Maravilhosa!

Você pode me dar uma rápida entrevista sobre esta história, como foi feita, mostrando como ela foi concebida?  
Obrigado, um grande abraço do Brasil!



M - Caro Luiz.

Eu já tinha esquecido desta história... embora um pouco "atrasado"...vou enviar algumas páginas, mostrando o processo. 
Algumas estão à lápis, outra já arte finalizadas (Mostro  apenas partes da página por razões de direitos autorais). 
Eu também enviei uma foto minha, durante a realização desta história.
Por favor, envie perguntas (Poucas) e eu responderei (Logo).
Sinto muito, mas meus dias estão ocupados com algumas histórias do Mickey para serem concluídas.













Dia 5 de agosto de 2016

M - Olá Luiz,  queria saber se recebeu meu e-mail com os desenhos sobre os Jogos Olímpicos. 

 
L - Como está, Mestre Fecchi? Eu recebi os originais desta maravilhosa aventura! 

Você sabe, eu também queria ter um desses pendurado na parede da minha casa!
E vou enviar as perguntas hoje, ok?
Muito obrigado, e parabéns pelo excelente trabalho! Um abraço!


Dia 20 de agosto de 2016


L - Maestro Massimo Fecchi. Como vai indo?

Por favor, me desculpe pela demora em responder. E obrigado por responder estas quatro perguntas.


 

E ASSIM... ENVIEI QUATRO PERGUNTAS PARA O MESTRE FECCHI



Dia 21 de agosto de 2016


M - Caro Luiz.


1) Te peço alguns detalhes sobre as perguntas 2 e 3.

2) Eu não faço capas alguns anos e recentemente comecei a desenhar capas para os EUA - mas só  uma delas tem como protagonista o Tio Patinhas. Você poderia me enviar uma foto desta outra capa que você pergunta?

 
3) No que diz respeito à história de Byron Erickson, eu devo ter feita
muitos anos atrás...você poderia me fazer um resumo rápido para que eu possa me lembrar dela?  Obrigado, e até breve.
 

 

L - Ôi Mestre Massimo Fecchi. Como vai? 
Aqui estão as capas como foram publicadas no: "Uncle Scrooge 415",
"Walt Disney Comics and Stories" e na "Disney Magic Kingdom Comics." 
E eu achei uma nova capa feita por você: "Donald Duck 383". 
Um grande abraço e até breve!





 Dia 22 de agosto de 2016

M - Olá Luiz.

Estas  são capas que eu fiz recentemente para os EUA!
Em relação à estas...o que posso dizer...na segunda (A comemorativa de 60 anos) a posição dos quatro personagens foi completamente alterada em relação ao meu projeto original e eu só concordei com relutância, em fazer as mudanças necessárias.
Mesmo na primeira - do Tio Patinhas - também pediram mudanças, mas muito menos do que naquela dos "60 anos da Disneylândia". 




Felizmente, na terceira capa (Donald Duck 383) manteve-se o mesmo traço do meu projeto original!
 



Dia 23 de agosto de 2016



M - Caro Luiz, em relação à pergunta 3 não me lembro da história que você menciona. Poderia me enviar uma imagem para refrescar minha memória?


 

L - Olá Mestre Fecchi. Como vai?
Aqui estão as imagens da história na pergunta 3:
"Não tem Natal" o scan é da minha revista brasileira, ok?
Um grande abraço do Brasil.




Dia 24 de agosto de 2016




M - Caro Luiz. 

Eu enviei respostas curtas para as suas perguntas, esperando que goste. Mando uma calorosa saudação da Itália. 
Eu escrevo num momento difícil, depois que um terremoto atingiu a região central da Itália.
Aqui em Roma, tivemos poucas horas de sono na noite passada, porque o tremor que sentimos foi extremamente forte...mas felizmente, o Coliseu ainda está de pé!


E aqui vão suas perguntas:



1) A sua história "Global Gold" (Carol e Pat Mc Greal) foi publicada este mês no Brasil(Ouro Olimpico). 

Ela mostra o Rio de Janeiro de uma forma muito especial. Mas como você disse em nossa última entrevista, infelizmente, não visitou meu país. 
Como você desenhou tão bem alguns lugares da cidade? 



R: Claro, se eu fôsse para o Rio (Mas irei, em breve) e conhecido melhor a cidade, eu teria desenhado todos os lugares desta história com mais fidelidade.  
No entanto, a ajuda de imagens da Internet me permitiram reconstruir mais ou menos os ambientes exigidos pelo casal Carol e Pat Mc Greal. (Os autores que mais me divertem). 
Sobre esta história, temos uma curiosidade: o título original era: "Olympic Gold", não "Global Gold". E durante o processo criativo, tivemos que substituir a palavra "Olimpiada" que aparecia em todos os lugares - inclusive no título, porque senão poderiamos ter problemas com direitos autorais.
Também no desenho, eu tentei evitar mostrar tudo o que se relacionasse com os Jogos Olímpicos (Como os 5 anéis olímpicos, cartazes, mascotes, etc.).











 2) "Walt Disney Comics and Stories", "Donald Duck" e "Uncle Scrooge" voltaram a ser publicados nos Estados Unidos, e muitos artistas estão fazendo as capas dos gibis. Você poderia contar como foi convidado e mostrar (Arte original) como fêz estes projetos?
E a capa da primeira edição do "Disney Magic Kingdom Comics"? 




R: Bem, recentemente eu trabalhei nas capas do "Walt Disney Comics and Stories", nos EUA.
Os editores sugerem o tema e aí tenho que esboçar algumas idéias, uma das quais será escolhida, e mantida até a publicação. 
Antes da tinta até o desenho final, é possível realizar alterações no desenho a lápis, às vezes até mudanças significativas como a capa de:  
"Disneylândia 60 anos"(Disney Magic Kingdom Comics) completamente modificada em relação ao meu projeto inicial.




3)"Não Tem Natal - Mickey 868" (Byron Erickson). Como foi para você desenhar esta história? 


R: No que diz respeito à história de Byron: "Não tem Natal"...me lembro 
desta história, porque foi suficientemente complexa por causa dos flashes temporais - tanto quanto a participação do Mickey com os "patos". 
As aparições do Mickey com o Pato Donald sempre foram um pouco "complexas" - porque juntos êles não parecem harmoniosos (Na minha opinião). 



4) Mais uma vez, obrigado por nos dar esta breve entrevista. Você pode deixar uma mensagem para seus fãs, e dizer seus próximos projetos? Um grande abraço do Brasil!


R: Até o ano passado eu raramente desenhava o Mickey, mas neste semestre, estou produzindo muitas histórias dele, Pateta, Minie e seus amigos, espero que eles sejam apreciados pelos leitores! 

Eles são publicados semanalmente em 4 tiras, e eu espero que você possa ler em seu país brevemente! 

Saudações a todos os amigos brasileiros!


MASSIMO FECCHI



Dia 26 de agosto de 2016



L - Olá Mestre Massimo Fecchi! 
Espero que esteja tudo bem com sua família. 
Em primeiro lugar, lamento muito pelo que aconteceu na Itália.
Todo o Brasil está profundamente comovido pelo terremoto e as vidas que se perderam neste desastre. 
Espero falarmos em breve, em tempos mais tranquilos.  
Obrigado pelas respostas, que serão publicadas com os desenhos que me enviou, o mais rapidamente possível.



LUIZ DIAS

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...